Governo Trump destaca Buenos Aires como ‘aliado sistemicamente importante’ na América Latina e avalias medidas como linhas de swap, compras diretas de moeda estrangeira e aquisições de dívida pública
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (22) que todas as opções para estabilização da Argentina estão “sobre a mesa”. Entre as medidas em estudo estão linhas de swap, compras diretas de moeda estrangeira e até aquisições de dívida pública em dólares por meio do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro (ESF). Bessent classificou a Argentina como “um aliado sistemicamente importante dos EUA na América Latina” e disse que o Tesouro americano está pronto para agir dentro de seu mandato para apoiar o país.
O secretário também destacou amplas oportunidades de investimento privado e afirmou que “a Argentina será grande novamente”, em referência ao slogan de campanha do presidente Donald Trump. Ele ressaltou ainda sua confiança no programa econômico do presidente argentino, Javier Milei, destacando o compromisso do governo com disciplina fiscal e reformas pró-crescimento. Segundo Bessent, tais medidas são essenciais para “romper a longa história de declínio” do país.
Bessent reforçou que já havia manifestado apoio a Milei em abril, durante encontro em Buenos Aires. Milei respondeu agradecendo publicamente ao secretário e a Trump pelo “apoio incondicional ao povo argentino” e reforçou a importância da cooperação entre aqueles que “defendem ideias de liberdade”. O presidente argentino confirmou a reunião bilateral com Bessent e Trump, marcada para terça-feira (23) em Manhattan, no contexto da Assembleia Geral da ONU.
O apoio dos EUA também se estende à entrega do prêmio Global Citizen Award a Milei, concedido pelo Atlantic Council, durante evento em Nova York na quarta-feira (24). A Argentina enfrenta forte tensão financeira, com alta do dólar em relação ao peso argentino. O governo negocia novo empréstimo com o Tesouro americano para pagar dívidas de US$ 4 bilhões em janeiro de 2026 e US$ 4,5 bilhões em julho do mesmo ano. Na semana passada, o Banco Central argentino vendeu US$ 1,11 bilhão para tentar conter a valorização do dólar.
