
Sábado, 28 de fevereiro de 2026 — O Paquistão declarou oficialmente guerra aberta ao Afeganistão, marcando uma escalada sem precedentes nas tensões entre os dois vizinhos do Sul da Ásia. A ofensiva começou com ataques aéreos paquistaneses contra alvos em território afegão, incluindo Cabul, Kandahar e províncias no leste do país, após meses de confrontos na fronteira e ataques transfronteiriços.
Segundo autoridades de Islamabad, a operação — batizada de Operation Ghazab lil-Haq (“Fúria Justa”) — atingiu mais de duas dezenas de instalações militares e posições do governo talibã, com o governo paquistanês afirmando que dezenas de combatentes foram mortos e várias posições destruídas.
O **ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Mohammad Asif, declarou que “a paciência se esgotou” e que o país agora está em “guerra aberta” com o Afeganistão, acusando as autoridades afegãs de abrigo a grupos militantes que realizam ataques dentro do território paquistanês.
O que motivou a escalada
O conflito tem raízes em tensões persistentes na fronteira de cerca de 2,6 mil quilômetros entre os dois países. Islamabad alega que o governo talibã em Cabul abriga e não reprime grupos como o Tehreek-i-Taliban Pakistan (TTP), que realizam ataques dentro do Paquistão. O Talibã nega que esteja facilitando ações contra o Estado paquistanês.
Nos últimos meses, houve repetidas trocas de fogo e confrontos nas áreas fronteiriças, inclusive com ataques a postos militares e artilharia cruzando a linha divisória. A recente ofensiva começou após ataques afegãos em solo paquistanês, que Islamabad afirma ter causado baixas entre suas tropas.
Reação e impacto imediato
Relatos iniciais indicam que combates terrestres e aéreos continuam em várias frentes, e que há vítimas entre civis e militares em ambos os lados, embora os números sejam divergentes conforme fontes oficiais de cada país. Afegãos afirmam ter abatido aeronaves paquistanesas e capturado prisioneiros, enquanto o Paquistão relata ter infligido perdas significativas ao inimigo.
A comunidade internacional já está reagindo com preocupação, pedindo contenção e abertura de canais de diálogo para evitar uma guerra prolongada que possa desestabilizar toda a região.
Possíveis cenários adiante
Analistas apontam que, sem uma retomada das negociações ou mediação internacional, o conflito pode se arrastar e atrair outros atores regionais, complicando ainda mais a já frágil segurança na Ásia Central e do Sul.
